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  • Livro: Limites sem traumas

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Esperança

Mário Quintana


Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é
ES-PE-RAN-ÇA...


Pois é essa menina, que me conduz rumo a novos sonhos, novos ideais e conquistas. É por ela e com ela que a vida pode se transformar em algo que realmente vale a pena. Penso num futuro, e ela me vem primeiro a mente, por que não há vida sem amor, sem saúde, sem paz e sem Esperança.

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