Eu indico

  • Livro: Limites sem traumas

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar...
Decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo buscá-las.
Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução.
Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis.
Decidi ver cada noite como um mistério a resolver.
Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz.
Naquele dia descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de as superar.
Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez eu nunca tivesse sido.
Deixei de me importar com quem ganha ou perde.
Agora me importa simplesmente saber melhor o que fazer.
Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim deixar de subir.
Aprendi que o melhor triunfo é poder chamar alguém de"amigo".
Descobri que o amor é mais que um simples estado de enamoramento, "o amor é uma filosofia de vida".
Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser uma tênue luz no presente.
Aprendi que de nada serve ser luz se não iluminar o caminho dos demais.
Naquele dia, decidi trocar tantas coisas...
Naquele dia, aprendi que os sonhos existem para tornar-se realidade.
E desde aquele dia já não durmo para descansar... simplesmente durmo para sonhar.


...e desde aquele dia decidi ser feliz!

Uma das preferidas...

Hoje vou postar uma das minhas poesias preferidas, das tantas de Vinicius de Moraes. Essa poesia me acompanha ha muitos anos, desde que o conheci, na 7ª serie, em 1993. Esse texto me diz tanta coisa, me mostra alem do que se pode ver. E esse e o papel de uma poesia... nos faz ver aquilo que os olhos nao conseguem enxergar.



Ai, quem me dera

Ai quem me dera, terminasse a espera
E retornasse o canto simples e sem fim...
E ouvindo o canto se chorasse tanto
Que do mundo o pranto se estancasse enfim

Ai quem me dera percorrer estrelas
Ter nascido anjo e ver brotar a flor
Ai quem me dera uma manhã feliz
Ai quem me dera uma estação de amor

Ah! Se as pessoas se tornassem boas
E cantassem loas e tivessem paz
E pelas ruas se abraçassem nuas
E duas a duas fossem ser casais

Ai quem me dera ao som de madrigais
Ver todo mundo para sempre afins
E a liberdade nunca ser demais
E não haver mais solidão ruim

Ai quem me dera ouvir o nunca mais
Dizer que a vida vai ser sempre assim
E finda a espera ouvir na primavera
Alguem chamar por mim...

sábado, 11 de dezembro de 2010

Ano novo, (quase) tudo novo

Um novo tempo
com bons pensamentos
energias renovadas
sonhos reconstruidos
atitudes revigoradas.
Um ano novo
novas esperanças
antigas reforçadas
novas conquistas
em todos os sentidos.
Desejo que
as distancias se acabem
o amor renasça
e que a vida
seja mais cheia de flores
mais cheia de cores
cheiros e
de amores.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Pensando, pensando...

Interesses nas relações

Alguns pensamentos me vierem à tona hoje. Os interesses das pessoas e pelas coisas que se possuem. Na verdade percebo hoje através do tempo (pouco tempo diga-se de passagem) que as relações são baseadas em interesses. Foi-se o tempo em que interesse era apenas a mulher que se interessava pelo cara rico - ou pelo menos estabilizado -  para ter uma vida confortável. As amizades hoje acontecem quando se tem algo para dar em troca. Os namoros vingam não mais quando se tem amor e sim quando se tem algo para oferecer de ambas as partes. E assim seguem-se as relações entre sogros, cunhados, colegas.... enfim. As únicas relações que hoje me parecem transparentes são as entre mães e filhos e  - por incrível que pareça - patrão e empregado, por que na verdade as trocas são óbvias e ninguém espera mais além do que aquilo que realmente se e esperado.

O status que muitos querem e almejam alcançar, faz com que a sinceridade dê lugar à hipocrisia e à mentira. O amor é substituído pela arrogância e pelo desejo de se ter retorno financeiro e pela comodidade de ter um padrão de vida mais elevado, onde a luta e o esforço se da por viver e conviver com alguém que não se ama.

Os amigos são amigos de acordo com as circustâncias. Se hoje você esta bem, estará então rodeado de amigos. Se não esta tão bem assim, estará sozinho. Quando os problemas surgem, os amigos somem. É a lei da vida contemporânea. Moderno hoje é ser "amigo" de todo mundo. É legal ter mil amigos no orkut e no facebook, ter mil amigos na faculdade, amigos de bar, de balada, de sexta-feira à noite. O bom é fugir dos problemas alheios, pois se "conselho fosse bom não seria de graça".

Acredito que só vivem a graça da amizade hoje os adolescentes - lembrando que em toda regra existe  exceções - os mais velhos e os poucos sobreviventes dessa cultura moderna, onde tudo é fútil e descartável. Nada tem importância, é preciso chegar na frente. Lembrando também daqueles que sobreviveram as  tempestades e infortúnios da vida, e que conseguem manter laços de amor e amizade por anos a fio.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Quem é o gato afinal???

Fernando Sabino - crônicas

Excelente crônica escrita por Fernando Sabino - ganha um doce quem souber quem é o gato: o paciente ou o psicanalista?
O gato sou eu
- Aí então, eu sonhei que tinha acordado. Mas continuei dormindo.
- Continuou dormindo.
- Continuei dormindo e sonhando. Sonhei que estava acordado na cama, e ao lado, sentado na cadeira, tinha um gato me olhando.
- Que espécie de gato?
- Não sei. Um gato. Não entendo de gatos. Acho que era um gato preto. Só sei que me olhava com aqueles olhos parados de gato.
- A que você associa essa imagem?
- Não era uma imagem: era um gato.
- Estou dizendo a imagem do seu sonho: essa criação onírica simboliza uma profunda vivência interior. É uma projeção do seu subconsciente. A que você associa ela?
- Associo a um gato.
- Eu sei: aparentemente se trata de um gato. Mas na realidade o gato, no caso, é a representação de alguém. Alguém que lhe inspira um temor reverencial. Alguém que a seu ver está buscando desvendar o seu mais íntimo segredo. Quem pode ser essa alguém, me diga? Você deitado aí nesse divã como na cama em seu sonho, eu aqui nesta poltrona, o gato na cadeira… Evidentemente esse gato sou eu.
- Essa não, doutor. A ser alguém, neste caso o gato sou eu.
- Você está enganado. E o mais curioso é que, ao mesmo tempo, está certo, certíssimo, no sentido em que tudo o que se sonha não passa de uma projeção do eu.
- Uma projeção do senhor?
- Não: uma projeção do eu. O eu, no caso, é você.
- Eu sou o senhor? Qual é, doutor? Está querendo me confundir a cabeça ainda mais? Eu sou eu, o senhor é o senhor, e estamos conversados.
- Eu sei: eu sou eu, você é você. Nem eu iria pôr em dúvida uma coisa dessas, mais do que evidente. Não é isso que eu estou dizendo. Quando falo no eu, não estou falando em mim, por favor, entenda.
- Em quem o senhor está falando?
- Estou falando na individualidade do ser, que se projeta em símbolos oníricos. Dos quais o gato do seu sonho é um perfeito exemplo. E o papel que você atribui ao gato, de fiscalizá-lo o tempo todo, sem tirar os olhos de você, é o mesmo que atribui a mim. Por isso é que eu digo que o gato sou eu.
- Absolutamente. O senhor vai me desculpar, doutor, mas o gato sou eu, e disto não abro mão.
- Vamos analisar essa sua resistência em admitir que eu seja o gato.
- Então vamos começar pela sua insistência em querer ser o gato. Afinal de contas, de quem é o sonho: meu ou seu?
- Seu. Quanto a isto, não há a menor dúvida.
- Pois então? Sendo assim, não há também a menor dúvida de que o gato sou eu, não é mesmo?
- Aí é que você se engana. O gato é você, na sua opinião. E sua opinião é suspeita, porque formulada pelo consciente. Ao passo que, no subconsciente, o gato é uma representação do que significo para você. Portanto, insisto em dizer: o gato sou eu.
- E eu insisto em dizer: não é.
- Sou.
- Não é. O senhor por favor saia do meu gato, que senão eu não volto mais aqui.
- Observe como inconscientemente você está rejeitando minha interferência na sua vida através de uma chantagem…
- Que é que há, doutor? Está me chamando de chantagista?
- É um modo de dizer. Não vai nisso nenhuma ofensa. Quero me referir à sua recusa de que eu participe de sua vida, mesmo num sonho, na forma de um gato.
- Pois se o gato sou eu! Daqui a pouco o senhor vai querer cobrar consulta até dentro do meu sonho.
- Olhe aí, não estou dizendo? Olhe a sua reação: isso é a sua maneira de me agredir. Não posso cobrar consulta dentro do seu sonho enquanto eu assumir nele a forma de um gato.
- Já disse que o gato sou eu!
- Sou eu!
- Ponha-se para fora do meu gato!
- Ponha-se para fora daqui!
- Sou eu!
- Eu!
- Eu! Eu!
- Eu! Eu! Eu!

Descobriu??