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  • Livro: Limites sem traumas

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

É preciso errar para chegar ao conhecimento

O uso de castigos como forma de correção é bastante frequênte na atualidade. Vemos todos os dias em manchetes de jornais, notícias que nos revelam a crueldade como crianças de toda parte do Brasil são tratadas por professores, justamente aqueles a quem o aluno deveria respeitar e ter como exemplo para toda sua vida. Muitos desses professores utilizam o castigo para direcionar a aprendizagem de seus alunos, sem levar em consideração as consequências, agora também não só dos castigos físicos e como também das "torturas" psicólogicas. O erro é o grande vilão da relação de ensino e aprendizagem na visão de muitos educadores e é preciso ser banido a todo e qualquer preço.
A prática pedagógica assume claramente o clima de medo e punição que envolve a escola. Os alunos são ameaçados a todo tempo para que não errem.
O erro acontece quando o aluno foge de uma resposta de um padrão preestabelecido e assim o castigo acontece como uma maneira de fazer com que o aluno assuma e repare seu erro.
As consequências do uso do castigo são muitas. A princípio, o indivíduo passa a sentir-se culpado e impedido de agir de forma espontânea. Quando erra, tendo consciência ou não, sente a necessidade de ser julgado e posteriormente, punido. Toma-se, então, um sujeito socialmente controlado.
O erro pode ser visto como um meio para a aprendizagem, desde que o aluno tenha consciência de que errou, e que saiba, junto com seu professor, fazer uma ponte entre o erro e a aprendizagem.
A possibilidade de rever o erro para avançar depende  do que for planejado pelo professor, que nível mínimo de conhecimento ele espera do aluno após sua avaliação, pois essses fatores possuem vínculos com a aprendizagem e não podem agir de maneira isolada.
O objetivo da prática docente é fazer com que o aluno aprenda e se desenvolva social e criticamente. Por diversos fatores, esse objetivo, por mais estranho que pareça, vem fugindo da atual prática pedagógica.
A conduta dos professores muitas vezes nega a prendizagem e o crescimento do aluno, o que eatá levando o país a uma grande carência educacional. A prática desses professores vêm contribuindo para o fortalecimento de um ensino mecânico e estático, onde o aluno repete tudo aquilo que lhe é exposto. Esse descaso com o ensino, torna-se muitas vezes, a causa dos altos índices de evasão e repetência, e consequentemente, a antidemocratização do ensino.
Essas ações individuais  tem consequências grandes dentro de uma sociedade de classes. A ação do professor possui um caráter político-social e a partir do momento em que ele não age para que seus reais objetivos sejam efetivados, ele fortalece a antidemocratização do saber.

Vale a pena ler: http://www.paisefilhos.pt/index.php/homepage-mainmenu-1/notas-menu-noticias-60/1624-entrada-na-escola-aumenta-incidia-de-maus-tratos

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